Alterações da pele, exantemas e marcas de nascença comuns do recém-nascido

Última revisão deste tema: 03/01/2016

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Qual é a alteração da pele ou exantema que procura mais informação?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual é a "marca de nascença" que procura mais informação?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alterações da pele e exantemas comuns do recém-nascido

 

Acne Neonatal [1-4]

Tipo de lesões: pápulas e pústulas eritematosas sem comedões.

Quando surge? Entre as 2 e as 4 semanas de idade (idade média: 3 semanas)

Distribuição: sobretudo nas regiões malares (bochechas) mas também região frontal (testa) queixo, peito e ombros

Causa: Estimulação das glândulas sebáceas pelas hormonas maternas

Frequência: cerca de 20% dos recém-nascidos [2]

Evolução: benigna, autolimitada, desaparece habitualmente aos 3-4 meses com o desaparecimento das hormonas maternas. Geralmente sem necessidade de tratamento.

Quando preocupar? Acne severo (muitas lesões e/ou de grandes dimensões) ou persistente (além dos 3-4 meses de vida)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de Dermatology Oasis)

 

 

Acropustulose da infância [1-2]

Tipo de lesões: surtos recorrentes de vesículas e pústulas

Quando surge? Pode estar presente no nascimento mas pode aparecer em qualquer altura no primeiro ano de vida

Distribuição: palma das mãos e planta dos pés

Causa: desconhecida

Frequência: cerca de 20% dos recém-nascidos [2]

Evolução: por surtos recorrentes, intervalados em 2 a 4 semanas e durando 5 a 10 dias. Habitualmente resolve ao fim de 2 anos.

Quando preocupar? O tratamento médico é geralmente necessário, sendo utilizados em 1ª linha os corticoides tópicos, com os anti-histamínicos orais e a eritromicina oral alternativas válidas [2]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.atlasdermatologico.com.br)

 

 

 

Coloração em “Harlequin” [1-3]

Tipo de alteração: Eritema em metade do corpo e palidez na outra metade (separados pela linha média)

Quando surge? Sobretudo entre o segundo e o quinto dia de vida

Causa: É um fenómeno vascular transitório do recém-nascido causado pela disfunção na regulação do tónus vascular periférico

Frequência: Afeta cerca de 15% dos recém-nascidos

Evolução: A alteração da cor desenvolve-se de forma súbita e persiste por 30 segundos a 20 minutos. É autolimitada e pode persistir até à terceira semana de vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dermatite seborreica e crosta láctea [1-2, 7]

Tipo de lesões: Placas gordurosas, amareladas e descamativas associadas a eritema irregular

Quando surge? Habitualmente nas primeiras 12 semanas de vida, mas podendo ocorrer entre as 3 semanas e os 12 meses.

Distribuição: Couro cabeludo (localização preferencial) mas também face, orelhas, testa, em redor dos olhos, região perineal, em redor do umbigo e áreas de flexão

Causa: Processo inflamatório associado a hormonas maternas

Frequência: Cerca de 10% dos recém-nascidos e com pico de prevalência de 70% aos 3 meses e decaindo depois, afetando cerca de 7% das crianças entre os 12 e os 24 meses.[2]

Evolução: Processo usualmente benigno e a criança não apresenta queixas habitualmente. Pode durar cerca de 3 anos.

Quando preocupar? Persistência além dos 12 meses de vida (diagnósticos diferenciais a serem considerados: psoríase, dermatite atópica, pitiríase amiantácea, histiocitose de Langerhans, tínea capitis).[2]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eritema tóxico neonatal [1-4] (NOTA: apesar da denominação "tóxico", este exantema é de facto benigno, não tendo nada de tóxico!)

Tipo de lesões: múltiplas maculo-pápulas brancas ou amareladas com 1-3mm que rapidamente evoluem para pústulas rodeadas de um halo eritematoso.

Quando surge? Tipicamente nas primeiras 24-48h.

Distribuição: tronco e membros proximais (poupando palma das mãos e planta dos pés)

Causa: Desconhecida

Frequência: 31 a 72% dos recém-nascidos de termo [2]

Evolução: benigna, autolimitada, desaparece habitualmente em 2 semanas. Geralmente sem necessidade de tratamento.

Quando preocupar? Apresentação atípica, suspeita de infeção bacteriana ou fúngica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.medicalpicturesinfo.com)

 

 

 

 

 

Milia (quistos de milia) [1-4]

Tipo de lesões: Minúsculas pápulas brancas ou amareladas com 1-2m.

Quando surge? Habitualmente já presentes após o nascimento.

Distribuição: Nariz, bochechas e queixo são as regiões mais frequentes, mas pode ocorrer em qualquer parte do corpo, incluindo membros, pénis e membranas mucosas. No palato é conhecido como pérola de Epstein.

Causa: Desconhecida

Frequência: Cerca de 50% dos recém-nascidos [2]

Evolução: benigna, autolimitada, desaparece habitualmente ao fim do 1º mês (ocasionalmente persiste ao 2º ou 3º mês de vida). Sem necessidade de tratamento.

Quando preocupar? Persistência para além do habitual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Miliária [1-3]

Tipo de lesões: A forma mais frequente (miliária cristalina) é caracterizada por pequenas vesículas cristalinas semelhantes a gotículas de água sem inflamação associada. Uma outra forma (miliária rubra) é caracterizada por pápulas e pústulas eritematosas.

Quando surge? Habitualmente na primeira semana de vida em associação com o aquecimento (clima quente, incubadora, roupa ou febre)

Distribuição: Face, pescoço e tronco

Causa: Obstrução superficial do ducto écrino causando retenção de queratina. Na miliária rubra existe vazamento da queratina para a derme originando uma reação inflamatória.

Frequência: Desconhecida

Evolução: benigna, autolimitada, desaparece quando o recém-nascido é colocado num ambiente menos quente associado a medidas de redução do suor como banhos de água morna/fria e utilização de menos roupa.

Quando preocupar? Infeção associada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.medscape.com)

 

 

 

 

 

Pele marmoreada (cutis marmorata) [1-3]

Tipo de alteração: Reticulado eritemato-violáceo da pele e simétricas, envolvendo o tronco e extremidades

Quando surge? Habitualmente desde os primeiros dias

Distribuição: tronco e extremidades

Causa: É um fenómeno vascular transitório causado pela dilatação dos capilares da pele ao frio

Frequência: Desconhecida

Evolução: Pode persistir por semanas ou meses, por vezes até à primeira infância

Quando preocupar? Não é necessário nenhum tratamento, é uma situação que resolve com o calor. Apenas no caso de não resolver com o calor deve ser motivo de preocupação (diagnóstico diferencial com cutis marmorata telangiectasica)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pustulose melânica neonatal transitória  [1-4]

Tipo de lesões: 3 fases: a primeira, caracterizada por pequenas pústulas numa base não eritematosa, evoluindo para máculas eritematosas com uma placa descamativa circundante e, por fim, máculas hiperpigmentadas que vão desaparecendo ao longo de meses a anos.

Quando surge? Aparece sempre ao nascimento (ao contrário do eritema tóxico neonatal com o qual se pode confundir)

Distribuição: face, região lombar e pré-tibial. Palmas das mãos, plantas dos pés e região torácica podem estar envolvidas.

Causa: desconhecida

Frequência: 0,2-4% dos recém-nascidos (mais frequente nos bebés de raça negra)

Evolução: Benigna e autolimitada. As máculas hiperpigmentadas vão regredindo ao longo de meses a anos.

Quando preocupar? O tratamento médico é geralmente necessário, sendo utilizados em 1ª linha os corticoides tópicos, com os anti-histamínicos orais e a eritromicina oral alternativas válidas [2]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MARCAS DE NASCENÇA

 

Hemangioma [5,6]

Tipo de lesões: pápula, nódulo ou placa vermelho vivo (hemangioma superficial) ou nódulo procidente da cor da pele com um matiz azulada com ou sem telangiectasias (hemangioma profundo ou subcutâneo)

Quando surge? Em qualquer altura nos primeiros meses de vida

Distribuição: em qualquer zona do corpo mas predileção pela cabeça e pescoço [6]

Causa: proliferação vascular benigna

Frequência: 1,1 a 2,6% dos recém-nascidos [6] e em cerca de 10% das crianças com 1 ano de idade.

Evolução: Benigna na maioria das vezes. Até ao ano de idade tendem a aumentar, rapidamente nos primeiros 6 meses de vida com desaceleração até aos 12 meses.[6] Existe tendência para regressão e desaparecimento depois da infância (50% aos 5 anos de idade, 70% aos 7 anos idade e 90% aos 10 anos de idade), podendo deixar uma atrofia residual, telangiectasias, hipopigmentação ou cicatrizes.

Quando preocupar? Quando são de grandes dimensões (risco de ulcerar), múltiplos (pode alertar para hemangiomas no fígado ou tubo digestivo), quando estão localizados na face, quando ocorrem na linha média lombar ou na zona sagrada (pode ser um sinal de disrafismo) ou quando comprimem o olho, via aérea ou órgãos vitais.

Para saber mais: Hemangioma Education Site (inglês)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.hemangiomaeducation.org)

 

 

 

 

Mancha mongólica (melanose dérmica) [2-5]

Tipo de lesões: Mácula (“mancha”) – uma ou várias – com pigmentação azul acinzentada

Quando surge? Presente ao nascimento

Distribuição: mais frequente na região glúteo-sagrada, mas também podem ser encontradas em outras localizações como os ombros ou, muito raramente, na cara ou superfície flexora dos membros.

Causa: desaparecimento tardio dos malanócitos da derme

Frequência: A lesão pigmentada mais frequente dos recém-nascidos a nível mundial, sobretudo nos recém-nascidos de origem asiática, hispânica e africana, afetando menos de 10% dos caucasianos.

Evolução: Benigna. Existe regressão durante o primeiro ou segundo ano de vida. A maioria desaparece entre os 6 aos 10 anos, mas cerca de 3% permanece em adulto, sobretudo as que se localizam fora da região glúteo-sagrada.

Quando preocupar? Não é de preocupar, é uma alteração sempre benigna embora, em casos raros, esteja descrita a associação a melanose dérmica extensa e progressiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mancha salmão (nevo simplex ou nevo vascular) [2-5]

Tipo de lesões: Mácula (“mancha”) vermelha-rosa

Quando surge? Surge ao nascimento mas pode também aparecer nos primeiros meses

Distribuição: na linha média (ao contrário da "mancha vinho do Porto") nas regiões do pescoço, testa, entre os globos oculares ou glabela.

Causa: dilatação de vasos sanguíneos

Frequência: Cerca de 33% dos recém-nascidos [5]

Evolução: Benigna. A maioria vai regredindo lentamente e acaba por desaparecer entre o primeiro e segundo ano de vida, no entanto as que se localizam atrás do pescoço geralmente persistem ao longo da vida.

Quando preocupar? Em termos clínicos não é de preocupar, é uma alteração sempre benigna.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.pcds.org)

 

 

 

 

Mancha vinho do Porto [2-5, 8]

Tipo de lesões: Lesão plana vermelha escura ou violeta, frequentemente unilateral e com interrupção (unilateral) ou demarcação evidente (bilateral) na zona da linha média do corpo

Quando surge? Presente ao nascimento

Distribuição: em qualquer local mas a face é uma localização frequente, com uma distribuição a seguir os ramos do nervo trigémeo (segmentos oftálmico, maxilar e mandibular) e podem estender-se às submucosas.

Causa: malformação vascular de origem desconhecida

Frequência: Cerca de 0,3% dos recém-nascidos [5]

Evolução: Geralmente benigna (são geralmente lesões isoladas) mas pode estar associada a patologias como o glaucoma, anomalias ocultas da medula ou mesmo síndromes polimalformativos como o síndrome de Sturge-Weber. Ao contrário das manchas salmão, não regridem com o tempo. Tendem a aumentar com o crescimento da criança e tonalidade da cor pode mesmo ficar mais intensa e em idade adulta tende a ficar espessas, nodulares e a desenvolver varicosidades.

Quando preocupar? [8]

- Quando a mancha vindo do Porto facial envolve mais do que um segmento do nervo trigémeo (especialmente se envolve as regiões acima e abaixo dos globos oculares e a região frontotemporal – segmentos oftálmico e maxilar do trigémeo – indicação para avaliação por oftalmologia para exclusão de glaucoma)

- Quando a mancha vinho do Porto está presente na linha média lombosagrada associada a outras alterações cutâneas (hipertricose, lipomas, fosseta ou desvio da linha interglútea)

- Criança com convulsões ou outras alterações neurológicas

- Quando a mancha está quente ao toque ou causa dor.

Tratamento: A terapia a laser é a mais utilizada para o tratamento deste tipo de lesões capilares. Os objetivos são a melhoria cosmética e prevenção de complicações locais pela persistência da lesão a longo prazo.[8]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.contemporarypediatrics.modernmedicine.com.org e de www.birthmarksupportgroup.org.uk)

 

 

 

 

 

Nevo congénito [2,5,9]

Tipo de lesões: nevos (“sinais da pele”) com colorações que variam entre o castanho ao preto, a maioria planas porém também com relevo. Os tamanhos podem variar [5]:

- Pequenos: <0,5cm (tamanho em adulto previsível: <1,5cm)

- Médios: 0,5 a 7cm (tamanho em adulto previsível: 1,5 a 20cm)

- Grandes: >9cm na cabeça ou >6 cm no dorso, nádegas ou extremidades;  (tamanho em adulto previsível: 20 a 40cm)

- Gigantes: >14cm (tamanho em adulto previsível: >40cm)

Quando surge? Presente ao nascimento ou nos primeiros meses de vida

Distribuição: em qualquer área do corpo

Causa: proliferação de melanócitos benignos durante a embriogénese. Os nevos congénitos têm características histológicas diferentes dos nevos adquiridos: tendem a estender-se mais profundamente na derme e tecidos subcutâneos e os melanócitos têm localizações características.[9]

Frequência: afeta 1 a 3% dos recém nascidos ao nascimento[9], os grandes ou gigantes afetam cerca de 1 em cada 20000 nascimentos.

Evolução: na maioria dos casos é benigna mas pode haver complicações como o melanoma, a melanose neurocutânea e outras doenças malignas. Existem fatores de risco (ver ponto seguinte).

Quando preocupar: O tamanho previsível em adulto é o fator prognóstico mais útil para o risco de malignidade. [5] Os nevos gigantes são os que têm maior risco. Os grandes têm um risco de malignidade, para toda a vida, de entre os 4 e os 6%. Em ambos os casos está indicada a sua extração e vigilância médica periódica posterior. Tanto os médios como os pequenos têm um risco de malignidade muito baixo (crê-se ser menor que 1% em toda a vida)[9], podendo estar indicada uma avaliação por dermatologia no caso dos médios[5]. Outros sinais de alarme são alterações na cor, forma, tamanho e espessura de qualquer nevo, mais que dois nevos de tamanho médio e múltiplos nevos satélite em redor de uma lesão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nevo sebáceo de Jadassohn [2]

Tipo de lesões: Placa amarelada ovoide ou linear bem delimitada, sem pelos associados, de cor amarelada ou pigmentada

Quando surge? Presente ao nascimento mas pode ser apercebida somente mais tarde

Distribuição: em qualquer local mas a face é uma localização frequente, com uma distribuição a seguir os ramos do nervo trigémeo (segmentos oftálmico, maxilar e mandibular) e podem estender-se às submucosas.

Causa: É um hamartoma que consiste em glândulas sebáceas e apócrinas e folículos pilosos.

Frequência: Cerca de 0,3% dos recém-nascidos [2]

Evolução: Pode estar associada a lesões oculares, cerebrais e musculo-esqueléticas e existe risco de degeneração maligna secundária, embora provavelmente baixo.

Quando preocupar? Estas lesões geralmente têm recomendação para excisão cirúrgica mas, dado o baixo risco de malignidade, especialmente em crianças, a atitude conservadora com vigilância regular pode ser preferida.[2]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas de www.dermis.net)

 

REFERÊNCIAS

1. O’Connor NR et al. Newborn Skin: Part I. Common Rashes. Am Fam Phys 2008; 77(1): 47-52.

2. Pielop JA et al. Benign skin and scalp lesions in the newborn and young infant. Sistema Uptodate (acedido em 31/12/2015).

3. Lobo I et al. Alterações cutâneas fisiológicas e transitórias do recém-nascido. Nascer e Crescer 2009; 28(1): 19-24.

4. Qamar N. Newborn Skin Rashes. Disponível em URL: http://pediatrics.uchicago.edu/chiefs/cliniccurriculum/documents/newbornrashes-qamar.pdf (acedido em 29/12/2015).

5. McLaughlin MR et al. Newborn Skin: Part II. Birthmarks. Am Fam Phys 2008; 77(1): 56-59.

6. Metry DW. Epidemiology; pathogenesis; clinical features; and complications of infantile hemangiomas. Sistema Uptodate (acedido em 01/01/2016).

7. Sasseville D et al. Cradle cap and seborrheic dermatitis in infants. Sistema Uptodate (acedido em 31/12/2015).

8. Galbraith S et al. Congenital malformations (port wine stains): clinical features, diagnosis and associated syndromes. Sistema Uptodate (acedido em 01/01/2016).

9. Schaffer JV et al. Congenital melanocytic nevi and speckled lentiginous nevi. Sistema Uptodate (acedido em 01/01/2016).